sexta-feira, 24 de julho de 2015

Scapes

landscapes and lovescapes
beescapes buzzing from a trunk
a scapespace of loveliness


bloodscapes clotting in little islands
pulsing and scaping
like fine flour through a sieve
through a hive
through a scape
of eyes and nerves through the night
a vision and a feeling
and then the nothingness of peacefulness 

In a world turned purple
with radioactive fog
water drops
in gigantic
balls
their brilliancy so tangible

it liquefies the air.  
Sem peso

As janelas abertas,
o vento correndo por todos os lados.

Um espaço feito de vento, as folhas sempre agitadas,
 os sons saindo e entrando como pequenos grãos.

Ao cair da tarde, ele me leva ao lago de fogo
suspenso no horizonte.
 O lago se expande, a cidade se entorta, o lago...


Com ele dissolvo-me também, 
fico solto e impassível.
Olho pras coisas duras lá em baixo,
e elas já não estão.
Não quero, não penso,
despejo uma luz bem fina.

Sem peso, sem lentes, não sou
As poças

As poças contam
sobre os dias de chuva nas vielas cinzentas:
transeuntes mofados
guarda-chuvas descosturados
a poeira do concreto
e a poeira da gente
imagens implodidas

várias espécies de vermes